Maria de Nazaré

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Compilação Espírita
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Maria de Nazaré 
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Miramez
Canal: João Nunes Maia
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“Falar de uma personalidade da excelsitude de Maria de Nazaré é buscar o inconcebível para quem mora na faixa ainda dominada pelas sombras. Maria, mãe de Jesus, é um Espírito de pureza lirial, vindo de planos altamente iluminados, para receber e ter em sua companhia o Espírito mais evoluído que pisou o solo terreno, portador das mensagens de Deus para os homens – O Evangelho – código Divino já nas mãos dos homens, que deve ser vivido para que a humanidade se liberte dos sofrimentos, libertando-se da ignorância.”
Antes de reencarnar, Maria de Nazaré era Sophia, espírito de alta hierarquia, que se integrou em um engenhoso trabalho de esclarecimento espiritual a criaturas ainda envolvidas na ignorância, espíritos retardatários, nos quais o ódio e a vingança petrificaram os corações, manifestando o orgulho violento, sem que desenvolvessem o amor e a caridade.

Além de ser assistida por inúmeros luminares da espiritualidade maior, era seguida de perto por um deles cujo destino estava traçado para vir a ser o grande discípulo que o amor fez auscultar o coração do Cristo.
 

Sophia isolara-se, de certa forma, de seus futuros genitores, para que pudesse trabalhar na Crosta, em todas as frentes em que o amor pudesse sensibilizar os corações. 

Estava assessorada por grande falange de benfeitores da Espiritualidade Superior, que tinham muito interesse na limpeza espiritual da Palestina e, principalmente de Nazaré, no afã de assentarem as bases da sua nave divina, para o Divino concerto da harmonia dos povos. A falange tomava todos os cuidados referentes àquela que iria figurar como mãe do Meigo Cordeiro de Deus e um trabalho tinha de ser feito: desagregar agrupamentos de espíritos inferiores em várias regiões do Oriente (todos eles orientados por entidades capazes de perturbar a harmonia) onde o Mestre haveria de descer com a maior corte espiritual até então prometida, para visitar e instruir a humanidade.

Nasce Sophia… espírito angelical abre os olhos no mundo terreno, onde seria filha de Ana e Eli, veio por convite e pela força do amor à humanidade e, acima de tudo, pelo prazer indizível de servir de canal para a chegada do Pastor Inconfundível de todos os povos, que decidiu vir pessoalmente encontrar-se com o seu rebanho e conduzí-lo pelos caminhos nos quais há paz e amor.
 

Maria de Nazaré, alma que se dispôs a compartilhar da tarefa de iluminar as criaturas, também pela presença física, foi joia preciosa do berço ao túmulo, que não agrediu a pessoa alguma, não humilhou os companheiros, não perdeu tempo com reclamações, não violentou o direito dos outros, não saiu do caminho da ordem, nada pediu para si e nunca disse “não” quando o coração queria ajudar, era uma estrela na Terra, que brilhava sem exigências.
 

Para sua descida à Terra, Maria estagiou nos vários planos da evolução espiritual, para assumir um corpo físico que lhe permitisse ser a condutora da Luz que iluminaria o mundo. Cumprida a sublime missão de favorecer a instauração de uma nova era para a humanidade, regressa a ambientes condizentes com a sua magnitude de estrela que, conduzida pela vontade do Criador dos mundos, vivendo na vigência plena de Suas leis, dirige a sua luz própria na direção dos corações que já se conscientizaram de que o progresso é vontade divina, nas dobras da evolução de tudo o que foi criado.
 

Para melhor cumprir o mandato divino que lhe fora outorgado pelo Senhor da Vida, solicitou aos planejadores da sublime missão a anulação de todos os títulos de nobreza espiritual que conquistara em multimilenária campanha – no que foi atendida – na retomada ascensional do trajeto de volta os foi recolhendo, sendo acrescentado, ao seu já rico acervo espiritual, mais um título grafado em letras de Luz, concedido por Deus e entregue pelas mãos iluminadas Daquele a quem ela favorecera com a sua aquiescência
e com a humildade que caracteriza os grandes espíritos.
 

Por sua ação, cumpriram-se as profecias sobre a vinda do Messias de Deus que, por sua vez, deixa para a posteridade a promessa – já cumprida – de que enviaria outro Consolador, que ficaria para sempre com os homens.

Hoje, passados mais de dois mil anos, é que começamos a entender a importante missão deste espírito luminar que se chamou MARIA, a quem a nossa pequenez espiritual convencionou chamar de Mãe Santíssima e que, piedosamente, aceitou o título, favorecendo-nos ainda com a sua presença maternal junto aos aflitos que, inconformados com a indigência espiritual em que se identificam, buscam o consolo que lhes favoreça a evolução.
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Miramez 
(espírito)
Canal: João Nunes Maia
Obra: Maria de Nazaré
Créditos:  http://blogkardecista.com.br/?p=3006
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A Vida de Maria
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Autoria: Maurício Kunst
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Símbolo vivo da renúncia santificada pelo amor sublime, Maria de Nazaré ainda socorre seus filhos através de legiões de Espíritos de Luz. 
Maria de Nazaré é intitulada no catolicismo como “Mãe Santíssima” ou “Virgem Maria”, mas apesar das diferentes nomenclaturas, é ponto comum entre todos de que se trata de um espírito de alta envergadura espiritual e é referência de socorro aos aflitos.
Seu nome é lembrado constantemente diante de muitos leitos de dor. Mães pedem desesperadamente pela salvação de seus filhinhos queridos, outros se colocam de joelhos à espera de um “milagre”.
Cada um a sua maneira roga o consolo necessário que acalente o seu espírito nos momentos mais difíceis.
Na Terra, Maria de Nazaré recebeu como missão gerar em seu ventre aquele que seria o portador da Boa Nova para toda a humanidade e mudaria para sempre o caminho do Planeta. Na verdade, as passagens citadas nos Evangelhos dão uma vaga e remota idéia sobre sua vida, longe de descrever a grandeza de seu papel. Porém, há um fato interessante e que vale ser acrescido. É a descrição física de Jesus e Maria, feita pelo senador romano Públio Lentulus (uma das encarnações do espírito de Emmanuel, relatada no livro “Há Dois Mil Anos”, publicada em 1939 pela FEB).
A narração foi deixada em uma carta escrita por Públius, endereçada ao imperador romano Tibério César, no tempo de Cristo, e que faz parte dos arquivos da biblioteca da Ordem dos Lazaristas de Roma. Um trecho da carta que cita Maria de Nazaré diz: “Jesus é o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto por estas partes uma mulher tão bela”.
Não existem relatos históricos a respeito da infância de Maria. Sua vida começa a ser contada a partir de seu casamento com o carpinteiro José, ainda na juventude.
Conta-se que quando Maria se recolhia para mais uma noite de descanso, subitamente ouviu a voz de um “anjo” de nome Gabriel, anunciando a chegada de um filho que se tornaria o Mestre da humanidade e que receberia o nome de Jesus (Príncipe de Paz).

NASCIMENTO DE JESUS 
Durante o período de gestação de Jesus, César Augusto, imperador da época, decretou a obrigatoriedade de um recenseamento, que deveria ser realizado nas cidades de origem de cada morador. E como a família de seu esposo, José, era de Belém, na Judéia, se dirigiram para o local. Os dias foram passando e chegou o momento de Maria dar à luz, obrigando-os a buscarem um lugar para que pudessem repousar. Mas devido a um grande número de forasteiros na cidade, a dificuldade em encontrar vagas nas estalagens era muito grande.
Assim, aceitaram como último recurso uma estrebaria, pouso de animais, repleto de palhas. Jesus nasceu em uma manjedoura de uma singela estrebaria de Belém, uma região de pastoreio, o que favorecia a criação de rebanhos e a presença de pastores para as vigílias noturnas. A vibração se tornou tão especial naquela noite, que os pastores puderam sentir no campo o amparo da misericórdia Divina através da chegada do Pastor Celeste.
Cumpridos os oito dias para circuncidar o menino, segundo o mandamento da lei de Moisés, José e Maria o levaram ao Templo em Jerusalém para apresentar o filho ao Senhor. Paralelamente se espalhava a notícia por intermédio de alguns sacerdotes da Pérsia, que haviam chegado do Oriente, de que havia nascido o menino que seria o novo Rei dos judeus, fato que deixou o rei Herodes extremamente contrariado.
José então recebeu através de um sonho a mensagem de um espírito de Luz pedindo para que fugissem para o Egito, pois se seu filho fosse achado seria morto. Assim procederam, retornando somente após a morte de Herodes.
O novo testamento não relata o período dos 12 anos de Jesus junto a sua família e o início de sua vida pública, aos 30 anos de idade. Questiona-se o que teria ocorrido com Maria nesse tempo, se teria tido outros filhos. Os fatos são muito vagos e permitem diferentes interpretações.

O SOFRIMENTO DE MARIA
Desde que Maria recebera o anúncio do Anjo de que daria à Luz ao Salvador da humanidade, trinta e três anos se passaram, data da partida do Cristo para o plano espiritual. Muitos fatos aconteceram, mas constam poucos relatos históricos sobre Maria junto a Jesus, até o momento de sua prisão.
Apesar do grau de hierarquia espiritual elevada de Maria de Nazaré, seu coração de mãe recebeu a notícia da prisão de Jesus dada pelo discípulo João, com grande tristeza e dor. Um sofrimento sentido no silêncio de sua resignação. Inutilmente tentou penetrar o cárcere onde Ele havia sido preso e em oração suplicou que seu filho pudesse se salvar da crucificação. Aos pés da cruz e ao lado de João, amigo inseparável, disse: 'Meu, filho! Meu amado filho!'. 
O Cristo, em um de seus últimos suspiros no corpo, disse-lhes: 'Mãe, eis aí teu filho!' E ao Apóstolo: 'Filho, eis aí tua mãe!'. Maria, apesar do sofrimento materno, compreendeu a vontade de Deus.
Com a partida de Jesus para o plano espiritual, os discípulos se dispersaram na propagação da Boa Nova. Maria retirou-se para a casa de alguns parentes que lhe esperavam na região de Batanéia. Assim, os anos foram correndo, até que João, filho de Zebedeu, lhe ofereceu um refúgio em Èfero (cidade da Lídia, situada na Costa Ocidental da Ásia menor), para que pudessem ensinar na pequena casa as verdades do Evangelho.
Maria aceitou prontamente o convite e sua choupana tornou-se conhecida como “Casa da Santíssima”.
Desesperados e desenganados do mundo iam até lá para ouvir palavras confortadoras.
O tempo foi passando e já com idade avançada, a enfermidade fora lhe minando as forças físicas. Certa noite abriu os olhos e viu surgir a sua frente uma luz ofuscante; era seu filho Jesus, que a buscava para a sua nova morada no plano espiritual.

MARIA NO PLANO ESPIRITUAL
Há diversas mensagens e descrições sobre as obras de Maria no plano espiritual relatadas em obras psicografadas por Chico Xavier e Yvone A. Pereira. 
Existem citações importantes a respeito dos trabalhos sublimes realizados junto aos sofredores e oprimidos nas esferas umbralinas.
 
O livro Ação e Reação, ditado por André Luiz, mostra o poder da prece à Maria que diz: “Mãe Santíssima! Anjo Tutelar dos náufragos da Terra, compadece-te de nós e estende-nos tuas mãos doces e puras!... Sabemos que o teu coração compassivo é luz para os que tresmalham nas sombras do crime e amor para todos os que mergulham nos abismos do ódio... Mãe, atende-nos! Estrela de nossa vida, arranca-nos da escuridão do vale da morte! ...”.
Mais adiante nas páginas 155-158, André Luiz descreve a sua visita ao santuário Mansão da Esperança, situada em regiões de extrema dor no Plano Espiritual.
 

O livro Memórias de um Suicida psicografado pela médium Yvone A. Pereira, pelo espírito de Camilo Cândido Botelho (cognome do suicida e escritor português Camilo Castelo Branco), descreve a tarefa da Legião dos Servos de Maria na ajuda aos suicidas.

Vejamos alguns trechos das descrições citadas na obra através de Camilo, espírito em sofrimento na época: “Imaginais uma assembléia numerosa de criaturas disformes – homens e mulheres – caracterizada pela alucinação de cada uma, correspondente a casos íntimos, trajando, todos, vestes como que empastadas do lodo das sepulturas, com feições alteradas e doloridas estampando os estigmas de sofrimento cruciantes! Imaginai uma localidade, uma povoação envolvida em densos véus de penumbras, gélida e asfixiantes,
onde se aglomerassem habitantes de além-túmulo abatidos pelo suicídio, ostentando,cada um, o ferrete infame do gênero de morte escolhido no intento de ludibriar a Lei Divina – que lhes concedera a vida corporal terrena como precioso ensejo de progresso, inavaliável instrumento para a permissão de faltas gravosas do pretérito!... Porém, mesmo em lugar tão terrível, a misericórdia de Deus se manifesta: periodicamente, singular caravana visita esse antro de sombras. Vinha à procura daqueles dentre nós cujos fluidos vitais arrefecidos pela desintegração completa da matéria, permitissem locomoção para as camadas do invisível intermediário, ou de transição. Supúnhamos tratar-se, a caravana, de um grupo de homens. Mas na realidade eram espíritos que estendiam a fraternidade... Senhoras faziam parte dessa caravana – Legião dos Servos de Maria. Entravam aqui e ali, pelo interior das cavernas habitadas, examinando seus ocupantes. Curvavam-se, cheias de piedade, junto das sarjetas, levando aqui e acolá algum desgraçado tombado sob o excesso de sofrimento; retiravam os que apresentassem condições de poderem ser socorridos e colocavam-se em macas conduzidas por varões que se diriam serviçais ou aprendizes”.

O HOSPITAL DE MARIA DE NAZARÉ
Passaram-se os anos e finalmente Camilo tem condições de ser socorrido e é transferido para o hospital Maria de Nazaré. Vejamos o que ele nos narra: “Depois de algum tempo de marcha, durante o qual tínhamos a impressão de estar vencendo grandes distâncias, vimos que foram descerradas as persianas, facultando-nos possibilidade de distinguir no horizonte ainda afastado, severo conjunto de muralhas fortificadas, enquanto pesada fortaleza se elevava impondo respeitabilidade e temor na solidão de que se cercava...

Edifícios soberbos impunham-se à apreciação, apresentando o formoso estilo português clássico, que tanto nos falava à alma. Indivíduos atarefados, neles entravam e deles saiam em afanosa movimentação, todos uniformizados com longos aventais brancos, ostentando ao peito a cruz azul-celeste ladeada pelas iniciais: L.S.M.
Dir-se-iam edifícios, ministérios públicos ou departamentos. Casas residenciais alinhavam-se, graciosas e evocativas nas sua estilização nobre e superior, traçando ruas artísticas que se entendiam laqueadas de branco, como que asfaltadas de neve. À frente de um daqueles edifícios parou o comboio e fomos convidados a descer. Sobre o pórtico definia-se sua finalidade em letras visíveis: Departamento de Vigilância.
Tratava-se da sede do Departamento onde seríamos reconhecidos e matriculados pela direção, como internos da Colônia.

Daquele momento em diante estaríamos sob a tutela direta de uma das mais  importantes agremiações pertencentes à Legião chefiada pelo grande Espírito Maria de Nazaré, ser angélico e sublime que na Terra mereceu a missão honrosa se seguir, como solicitudes maternais. Aquele que foi o redentor dos homens!...
A um e outro destacavam-se outras em que setas indicavam o início de novos trajetos, enquanto novas inscrições satisfaziam a curiosidade ou necessidade do viajante: À direita - Manicômio, À esquerda – Isolamento.

Ao contrário das demais dependências hospitalares, como o isolamento e o Manicômio, o Hospital Maria de Nazaré, ou “Hospital Matriz”, não se rodeava de qualquer barreira. Apenas árvores frondosas, tabuleiros de açucenas e rosas teciam-lhe graciosas muralhas...”.

A MANSÃO DA ESPERANÇA
A Legião dos Servos de Maria mantém também no plano espiritual outras instituições, em clima vibratório mais ameno. Uma dessas instituições é a Mansão da Esperança. Camilo diz, 'Não me permitirei à tentativa de descrever o encanto que se irradiava desse bairro onde as cúpulas e torres dos edifícios dir-se-iam filigranas lucidando discretamente, como que orvalhadas, e sobre as quais os raios do Astro Rei, projetados, em conjunto com evaporações de gases  sublimados, emprestavam tonalidades de efeitos cuja beleza nada sei a que possa comparar!'

Emocionados, detivemo-nos diante das escolas que deveríamos cursar. Em tudo, porém, desenhava-se augusta superioridade, desprendendo sugestões grandiosas, inconcebíveis ao homem encarnado.

Aqui e ali, pelos parques que bordavam a cidade, deparávamos turmas de alunos ouvindo seus mestres sob a poesia dulcíssima de arvoredos frondosos, atentos e inebriados como outrora teriam sido, na Terra, os discípulos de Sócrates ou de Platão, sob o farfalhar dos plátanos de Atenas; os iniciados de Pitágoras e os desgraçados da Galiléia e da Judéia, os sofredores de Cafarnaum ou Genesaré, embevecidos ante a intraduzível magia da palavra messiânica!

A HORA DA AVE-MARIA
Na Terra quando o sol se põe, muitos elevam suas preces à Mãe de Jesus. No plano espiritual também assim acontece. A suavidade do crepúsculo, as estrelas que principiam a surgir, a natureza que silencia, tudo convida ao recolhimento. Acreditamos que isso que acontece na Terra é reflexo de uma atitude muito maior e mais profunda que ocorre no Mundo dos Espíritos...”

Trecho do livro MARIA DE NAZARÉ, pelo espírito Miramez, psicografado pelo médium João Nunes Maia.
Neste livro, o leitor poderá conhecer em detalhes a vida de Maria.
Aos sete anos de idade, Maria recebeu a visita de três rabinos que queriam se certificar se ela realmente era a escolhida que seria a mãe do Messias.

“Em determinado momento da conversa, um dos rabinos perguntou:

- Filha de Deus! Estamos ouvindo muito bem as tuas palavras, e elas serão para nós alguma coisa de especial que, por vezes, confortará nosso coração. Da minha parte, não ignoro o que dizes e me sinto ansioso para que tudo isso aconteça, para a paz de todas as criaturas; no entanto, a situação atual pede sacrifícios e não vejo coragem bastante para as renúncias que o caso merece, como às vezes a própria vida. Que dizes?  
Maria de Nazaré continuava naquela inquietação própria da idade, porém os ouvidos registravam toda a fala do rabino, de modo que respondeu sorrindo:
- Todos os homens já conhecem os caminhos de Deus, mas preferem passar por estradas mais largas, onde o conforto ilusório oferece o céu na Terra, que é passageiro. Eu desejaria saber de ti, quem te deu essas barbas respeitáveis e esses cabelos que encantam a todos, pelo trato que não fica esquecido! De onde veio o algodão e o linho do traje apurado que vestes? Esse cajado que ostentas em tuas mãos benfeitoras, quem te deu? E de onde veio o material dos pergaminhos sagrados que não se apartam da tua bolsa, onde o couro foi fornecido pelo animal? De onde vieram as sandálias que agasalham teus pés para as grandes caminhadas? E o alimento abundante de tua casa? Quem fez os pássaros que cantam na praça do templo e nas florestas? Quem fornece remédio para os males dos homens e de onde vem a inteligência dos sábios? Sei que podes responder imediatamente e conforto o meu coração se a tua resposta for a mesma que vou dar: tudo vem de Deus! Se é assim, por que não sacrificar alguma coisa em favor das leis desse Deus, que redunda em felicidade para todos nós? Se alguns estão dormindo, que ande quem está acordado, porque uma viagem longa se apóia nos primeiros passos e o Senhor que está nos Céus espera que dê esses passos, para que a verdade seja sustentada e garantida por Ele!”.
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Autoria: Maurício Kunst (mauriciokunst@terra.com.br)   
Matéria de Capa da Revista Cristã de Espiritismo, por Érika Silveira - Ano 4 - número 23
Créditos:  Portal a Serviço do Espiritismo
http://filosofia.portaldoespiritismo.com.br/c.php?id=16
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Maria de Nazaré: 
Zelando pela Humanidade Terrestre
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Importantes dados biográficos de Maria tem nos chegado por vias mediúnicas, revelando que ela continua zelando pela Humanidade terrestre, encarnada e desencarnada.   

Emmanuel conta-nos que, precedendo a vinda de Jesus, entidades angelicais se movimentaram, tomando vastas e importantes providências no Plano Espiritual.
 
O Espírito de Humberto de Campos narra, num de seus livros, a importante visita que Isabel e seu filho João Batista fizeram ao lar de Jesus, em Nazaré, proporcionando o encontro de duas crianças que revolucionariam o Mundo... O diálogo entre as duas primas é muito significativo, revelando-se preparadas para a sublime tarefa. "-O que me espanta - dizia Isabel com carinhoso sorriso - é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade." (...) "- Essas crianças, a meu ver - respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos, trazem para a Humanidade a Luz Divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloqüência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, constantemente, ando a cismar, em relação ao seu destino".

"Lucas recebe informações de Maria para fundamentar o seu evangelho, segundo Emmanuel, o apóstolo Paulo visitou a Mãe de Jesus, impressionou-se fortemente com a humildade daquela criatura simples e amorosa, que mais se assemelhava a um anjo vestido de mulher. Paulo interessou-se pelas narrativas da noite em que Jesus nasceu, prometeu voltar e recolher mais informações, dados indispensáveis para escrever o evangelho para os cristãos do futuro. Maria colocou-se à sua disposição, com grande alegria".

Humberto de Campos ainda relata a desencarnação de Maria, assistida por Jesus."Ao libertar-se do vaso físico, Ela desejou, primeiramente, rever a Galiléia e logo em seguida visitou cárceres sombrios de Roma, repletos de discípulos do Mestre que aguardavam a morte certa, quando lhes infundiu a força da Galiléia Cristã, transmitindo a seguinte sugestão a uma jovem encarcerada: "Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu! (...) Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima".

O espírito Emmanuel ditou ao Chico Xavier um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente D' Avila, de São Paulo. Chico frisou que a fisionomia de Maria, assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas à esferas espirituais mais próximas e perturbadas da Crosta Terrestre; como, por exemplo, disse-nos ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas descrita detalhadamente no livro Memórias de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A. Pereira. 


Maria Dolores descreve em poesia a assistência maternal e efetiva prestada pelo Espírito de Maria a Judas, que se encontrava em região umbralina, cego e solitário, muito tempo depois da crucificação do Mestre. No final do diálogo com o discípulo suicida, em grande sofrimento, preso a terrível remorso, a Benfeitora convence-o argumentando com profundo amor:
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Retrato de Mãe
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"Amo-te, filho meu, amo-te e quero
Ver-te, de novo, a vida
Maravilhosamente revestida
De paz e luz, de fé e elevação...
Virás comigo à Terra,
perderás, pouco a pouco, o ânimo violento,
Terás o coração
Nas águas de bendito esquecimento.
Numa nova existência de esperança,
Levar-te-ei comigo
A remansoso abrigo,
Dar-te-ei outra mãe! Pensa e descansa!...

E Judas, nesse instante,
Como quem olvidasse a própria dor gigante
Ou como quem se desagarra
De pesadelo atroz,
Perguntou: - quem sois vós
Que me falais assim, sabendo-me traidor?
Sois divina mulher, irradiando amor
Ou anjo celestial de quem pressinto a luz?!...
No entanto, ela a fitá-lo, frente a frente,
Respondeu simplesmente:
- Meu filho, eu sou Maria, sou a mãe de Jesus".
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Fonte: Anuário Espírita 1996. IDE
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O Evangelho de Maria 
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Emmanuel 
Canal:  Francisco Cândido Xavier
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"Com delicadeza extrema, Paulo visitou a Mãe de Jesus na sua casinha singela, que dava para o mar. Impressionou-se fortemente com a humildade daquela criatura simples e amorosa, que mais se assemelhava a um anjo vestido de mulher. Paulo de Tarso interessou-se pelas suas narrativas cariciosas, a respeito da noite do nascimento do Mestre, gravou no íntimo suas Divinas impressões e prometeu voltar na primeira oportunidade, a fim de recolher os dados indispensáveis ao Evangelho que pretendia escrever para os Cristãos do futuro.
Maria colocou-se à sua disposição, com grande alegria.
O projeto desse Evangelho continuou a ser alimentado, mas dificultado pelas viagens constantes do Apóstolo.
Estando preso na Cesaréia, Paulo resolveu encarregar Lucas da redação.
A esse tempo, o ex-doutor de Jerusalém chamou a atenção de Lucas para o velho projeto de escrever uma biografia de Jesus, valendo-se das informações de Maria; lamentou não poder ir a Éfeso, incumbindo-o desse trabalho, que reputava de capital importância para os adeptos do Cristianismo. O médico amigo satisfez-lhe integralmente o desejo, legando à posteridade o precioso relato da vida do Mestre, rico de luzes e esperanças Divinas."

 .
Emmanuel
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Canal: Francisco Cândido Xavier
Trecho da obra Espírita Paulo e Estevão - FEB
Fonte: Maria Mãe de Jesus, Yvone A. Pereira e Francisco Cândido Xavier
Créditos:  Blog Doce Maria de Nazaré



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Prece à Virgem Santíssima 
Pelo nosso planeta!
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Emmanuel
 Canal:  Angela Coutinho

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Pedimos-Te a misericórdia.

Pedimos-Te concessões de momentos mais férteis de amor, de paz, de compreensão entre as almas.

Que Tu possas envolver cada Espírito, cada alma na Sua força, na Sua bondade, na Sua imensa misericórdia.

Que, através das notas soantes da Ave Maria, possamos Te rogar a paz a estes Espíritos que aqui estão, o entendimento, a abnegação destas almas que se dispõem a se doar em benefícios, em atendimentos a tantos sofrimentos.

Que a Tua imagem, Mãe Santíssima, possa surgir e evoluir diante de cada criatura, trazendo a mensuração certa de cada momento vivido e a intenção de uma recuperação a todos que sofrem e que estão aturdidos em corpo e em mente.

Mãe amada, venha a nós em todos os instantes, participe conosco destes momentos que nos trazem angústias e sofrimentos.

Auxilia, ampara, engrandece cada criatura, dentro das suas disposições eternas e colabora a cada dia, a cada instante, para que se tornem todos os Espíritos maleáveis no amor e na compreensão.

Que possas, Mãe, estar conosco a todos os instantes.

 

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Emmanuel
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Psicografado por Angela Coutinho (18/09/1997)
Fonte:  http://www.gce.org.br/
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http://intermediandoamor.blogspot.com
Ave Maria
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Amaral Ornellas 
Canal: Francisco Cândido Xavier
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Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
a vossa missão sublime !

Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.

O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.

Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade,
Rosa Mística da fé,
Lírio puro da humildade!

Entre as mulheres sois vós
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas !

Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.

Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.

Ave Maria! Senhora
Do Amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!

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In: Parnaso de Além-Túmulo
pág(s). 58/9

 .
Antero Quintal 
Canal: Francisco Cândido Xavier
 .
 .
Excelsa e sereníssima Senhora,
Que sois toda Bondade e Complacência,
Que espalhai os eflúvios de Clemência
Em caminhos liriais feitos de aurora!...

Amparai o que anseia, luta e chora,
No labirinto amargo da existência.
Sede a nossa divina providência
E a nossa proteção de cada hora.

Oh! Anjo Tutelar da Humanidade.
Que espargis alegria e claridade
Sobre o mundo de trevas e gemidos;

Vosso amor, que enche os céus ilimitados,
É a luz dos tristes e dos desterrados,
Esperança dos pobres desvalidos!...


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Psicografia de Francisco Cândido Xavier
In: Parnaso do Além Túmulo
Pág. 63
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Fonte: Blog Rosângela Liberti
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