28 dezembro, 2012

Uma Reflexão (Espírita) para o Novo Ano - Autoria: Sônia Theodoro da Silva.


Uma Reflexão para o Novo Ano.
(Espírita)
Autoria: Sônia Theodoro da Silva.
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Mais uma vez encerrou-se, como outras vezes, um período no qual depositamos nossas esperanças e nossa fé. Jesus perpassou pelas mentes humanas, como o Cavaleiro Divino da Paz, montado em seu corcel de Luz, fomentando na Terra o sentimento da Grande Fraternidade Universal. Interpretamo-la cada qual ao seu modo - e extravasamos esta Verdade Maior através do sorriso fraterno (às vezes vacilante), do abraço amigo (nem sempre aceito), da mão estendida (aguardando, contudo, por também receber).
O Natal se foi. O Grande Aniversariante deve ter sorrido, algumas vezes esperançoso ante a pausa precária das lutas fraticidas e dos diálogos políticos dúbios em busca de uma paz inglória. Entretanto, o Mestre da Luz deve ter se alegrado com a fraternidade que já acende seus candeeiros com o azeite do trabalho, candeeiros estes colocados por mãos que vivem a Caridade, acima do velador, para que outros possam seguir em sua direção e iluminar os seus próprios caminhos.
Houve, sim, a pausa da guerra inexorável, cruel que, cedendo terreno à paz ainda não duradoura, fez e faz com que os homens elevem os olhos para os Céus em sua eterna sede do Infinito, perguntando-se as razões dela perpetuar-se ainda.
A mesma pergunta aquele astronauta fez a si próprio quando, admirando a Terra do espaço, pôde ter uma visão de plano diferente - uma visão cósmica e verdadeira, uma quase clarividência. E caiu em si - como o filho pródigo, chorando amargamente, ao retornar e encontrar seus irmãos mais perdidos do que nunca em seus mergulhos profundos na superficialidade das próprias existências, cada vez mais solitários, como cegos guiando outros cegos.
Contudo, nova etapa se inicia. Novamente, a ansiedade diante do desconhecido, do que está para vir nestes 365 dias do ano novo, faz a curiosidade perguntar:
— O que irá acontecer?
Ingênua questão para aquele que ainda "espera que outros façam acontecer". Maneira fácil até de tirarmos a cruz de nossos ombros e prosseguirmos a assistir, de cadeira cativa, o eterno circo da vida com seus leões da incúria e do egoísmo que avassalam a alma humana nos tempos atuais, gladiadores do orgulho desmedido e do poder delituoso e transitório a semearem a discórdia e a indisciplina no palco da existência humana. Palco em cujo chão desfila o homem, inconsciente do conteúdo subjacente de seu script. Do verdadeiro script.
Ao submeter-se ao tribunal do descrédito na pessoa daqueles que o condenavam, Estêvão (talvez na esperança de trazer mais cedo a revelação do Amor Fraternal do Cristo ao moço de Tarso), com a frase Moisés foi a porta, Jesus é a chave, perenizou a mensagem imortal da salvação que a coroa do martírio adquiriu para a nova humanidade. E cabe a nós, espíritas, novos portadores do Divino "segredo", abrirmos as portas do conhecimento, da Justiça, da Paz, através da Caridade que faz florescer em nós o Amor Universal, como pequeninas Luzes a se acenderem no mais profundo do nosso Ser, fazendo-nos conhecer a nós próprios e a nossa capacidade infinita e maravilhosa de sermos deuses.
Albert Schweitzer, após o retorno de sua vida dedicada aos selvagens da África (aos nossos olhos - porém, aos olhos do Cristo, seus pequeninos), exclamou, num lampejo inspirado de fé profundamente, enraizada em seu ser, que ninguém é grande pelo que faz, mas por aquilo a que renuncia e pelo que sofre - palavras vividas de cátedra por alguém que, aos 30 anos, médico, filósofo, primeira autoridade no campo das pesquisas sobre o grande compositor Johann Sebastian Bach, exegeta e cientista, construtor e missionário, deixou as comodidades e a tranqüilidade do lar e da profissão, para lançar-se "à cata de aventuras" na selva hostil, sofrendo, auxiliando e amando um povo faminto e doente, sedento da água da fonte divina, não pregada, mas vivida. E como ele, muitos outros.
O que nos leva a perguntar, notadamente nos dias atuais: e nós, espíritas? Pois portadores que somos do espírito que vivificava través do Evangelho decodificado pelos Espíritos Superiores, temos pregado, sim, todavia, temos vivido este mesmo script nos maviosos atos do drama universal da vida?
É ela, Doutrina dos Espíritos e para os Espíritos, encarnados ou não, habitantes nos dois planos da existência humana, portadora da consolação para os aflitos e desvalidos do mundo, para os que se perdem na ilusória vida material e para os que tentam voltar; para os cobradores de dívidas passadas e para os que saldam estes débitos. Para todos, pois, é a Doutrina amiga, que transmite a palavra de consolo, do esclarecimento e da paz que não se negocia mas se realiza concretamente.
E para os portadores do sal da Terra e da Luz do mundo?
Aos espíritas cabe a resposta. A cada um, individualmente, postado frente à aflição personificada nos enfermos de todos os matizes que nos procuram direta ou indiretamente, cabe "fazer acontecer" aos 365 dias do ano que ora se inicia. Ativamente, evangelicamente, amorosamente.
Parafraseando Paulo, calando favores que tenhamos recolhido na tarefa, porque esse galardão só pertence a Jesus:
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"Por mais que tenhamos estudado, sentimos um abismo entre nós e a Sabedoria Eterna; por mais que tenhamos trabalhado, não nos encontramos dignos d'Aquele que nos assiste e guia desde o primeiro instante da nossa vida. Nada possuímos de nós mesmos!... Toda vitória pertencerá ao seu amor e não ao nosso esforço de servos endividados..."
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Autoria: Sônia Theodoro da Silva.
Fonte: FEAL - Fundação Espírita André Luiz
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   Quando o homem gravar na própria alma,
Os parágrafos luminosos da Divina Lei,
O companheiro não repreenderá o companheiro,
O irmão não denunciará outro irmão.
O cárcere cerrará suas portas,
Os tribunais quedarão em silêncio.
Canhões serão convertidos em arados,
Homens de armas volverão à sementeira do solo.
O ódio será expulso do mundo,
As baionetas repousarão,
As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,
Mas cuidarão pacificamente, do progresso planetário.
A justiça será ultrapassada pelo amor.
Os filhos da fé não somente serão justos,
Mas bons, profundamente bons.
A prece constituir-se-á de alegria e louvor
E as casas de oração estarão consagradas
ao trabalho sublime da fraternidade suprema.
A pregação da Lei
Viverá nos atos e pensamentos de todos,
Porque o Cordeiro de Deus
Terá transformado o coração de cada homem
Em tabernáculo de Luz eterna,
Em que o seu Reino Divino
Resplandecerá para sempre.
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EMMANUEL 
"Pão Nosso", 41, Francisco Cândido Xavier, FEB.

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E não mais ensinará cada um a seu próximo, 
nem cada um a seu irmão, dizendo:
- Conhece o Senhor! Porque todos me conhecerão, 

desde o menor deles até ao maior.
 Paulo.  
(Hebreus, cap. 8, versículo 11)
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A Luz dos Homens. A Luz Resplandece das Trevas - Autoria: Cláudio Fajardo de Castro.


A Luz dos Homens
A Luz Resplandece das Trevas..
Autoria: Cláudio Fajardo de Castro.
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Nele, estava a vida e a vida era a Luz dos homens (João, 1: 4)
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A antítese entre Luz e trevas é recorrente no texto bíblico. Aqui, porém, o redator evangélico relaciona Luz com vida. Nele, estava a vida… a Vida está em Deus desde antes do princípio, ela é o vivo de nossas vidas. Aqui falamos não de vida no sentido biológico que é fruto da Criação do Universo físico, mas da Vida que é na expressão de Paulo o dom gratuito de Deus. Deste modo, o Verbo que era a ação criadora estava impregnado de Vida, e a Vida é a Luz dos homens, a existência de toda realidade.
Toda a criação estava em Deus; o Criador por um ato pleno de amor cria, isto é, exterioriza de si a criação. Criação da qual nós os homens conhecemos apenas uma minúscula parte que é o Universo físico. Outras existem em dimensões tão superiores que são inabordáveis por nós por mais evoluídos que sejamos.
Deus em sua transcendência é o eterno desconhecido, todavia, através de Sua Lei se faz compreensível na medida de nossas possibilidades evolucionais. A Lei em última instância é Amor, deste modo, toda vez que agimos em pleno acordo com o amor fechamos uma conexão indestrutível com o Criador gerando assim, Luz, Vida, Saúde.
Nele, estava a vida e a vida era a Luz dos homens. Compreendemos deste modo que se nos falta sentido para um maior entendimento sobre Deus, porém já fica claro para qualquer um de nós que somos responsáveis pelo nossos estados de alegria ou tristeza, saúde ou doença, de paz ou de conflito íntimo. Sejamos um com Ele através da vivência da moral, que é Lei, e faremos Luz e Vida em nossa existência.
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“…mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna.” (Romanos, 6: 23)
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e a Luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. (João, 1: 5)
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Já dissemos e voltamos a repetir que não temos como saber sobre o início da Criação devido a nossa pouca evolução e porque não há como no relativo em que nos situamos compeender o Absoluto. Todavia, a lógica nos leva pensar que a Criação primária é espiritual. É pouco provável que Deus tenha criado a matéria e o Universo material primeiro e depois o espiritual.
Nos primeiros movimentos do livro Gênesis há anotação de que “no princípio Deus criava os céus e a terra. 2”, o que nos sugere a criação dos Céus (mundo espiritual) antes da Terra (mundo físico). Porém, segundo a narração deste mesmo livro, no versículo três do primeiro capítulo surge a Luz quando no versículo dois já relatava sobre a existência das trevas. Existia treva antes da Luz? Como dissemos, é pouco provável. A Luz representando o bem, o espiritual, a ação original do Criador é anterior a tudo. Então, como resolver esta contradição?
Atribuímos isto, segundo nossa humilde forma de analisar, ao modo de relatar dos redatores primeiros do texto bíblico. Eles partiram do que conheciam, o mundo físico, para só depois falarem sobre o que ainda era desconhecido, o mundo espiritual. Por isso, os livros que narram a Criação partem do mundo material para o espiritual, como se o espírito partisse da matéria para só depois atingir a condição plena, espiritual.
No Evangelho de João há em parte a correção deste fato. Nele temos no princípio o verbo (logos), a vida, a Luz, e só depois surgem as trevas. Hoje, com a nossa mentalidade já mais evoluída podemos depreender que as trevas não pertencem à Criação original, elas têm origem no uso indevido do livre arbítrio por parte do espírito que se voltou contra a Lei de Deus.
A Luz resplandece (brilha) nas trevas, esta é a lógica do nosso Universo. A Luz por si mesma é invisível, a Luz incriada é inacessível á nossa condição material. Deste modo, é preciso que aja trevas para que possamos ver a Luz. Todavia as trevas não conseguem compreender a Luz, não conseguem apreendê-la, impedí-la. O significado do termo grego catélaben é controvertido, podendo ainda significar conter. Porém, o sentido espiritual do versículo é claro e otimista; por maior que seja a treva ou o tenebroso em nós mesmos jamais conseguiremos apagar a luminosidade da essência espiritual que somos. A Centelha Divina vencerá sempre mesmo que fique adormecida por longo tempo. Lembremos que ela praticamente, se apaga no mineral vindo a brilhar com todo o seu fulgor no espírito voltado para o bem. A Inteligência Suprema nos marcou para sempre, por isso o sentido da vida é para frente e para o Alto.

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Gênesis, 1:1 
Kardec, Allan.
Espiritismo e Evangelho.
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Autoria: Cláudio Fajardo de Castro.
Blog: http://espiritismoeevangelho.webnode.com/
E-mail: fajardo1960@gmail.com
Fonte: Rede Amigo Espírita  27/12/2012.
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19 dezembro, 2012

Misterioso Cartão de Natal. - Autoria: Leonardo Boff.


Misterioso Cartão de Natal.
Autoria: Leonardo Boff.
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O Natal é a festa das crianças e da Divina Criança que se esconde dentro de cada adulto. É altamente inspiradora a crença de que Deus se acercou dos seres humanos na forma de uma criança. Assim ninguém pode alegar que Ele é apenas um mistério insondável, fascinante por um lado e aterrador por outro. Não. Ele se aproximou de nós na fragilidade de um recém-nascido que choraminga de frio e que busca, faminto, o seio materno.
Precisamos respeitar e amar esta forma como Deus quis entrar no nosso mundo. Pelos fundos, numa gruta de animais, numa noite escura e cheia de neve "porque não havia lugar para ele nas pousadinhas de Belém". Mais consoladora é ainda a ideia de que seremos julgados por uma criança e não por um juiz severo e esquadrinhador. Criança quer brincar. Ela se enturma imediatamente com todas as outras, pobres, ricas, japonesas, negras e loiras. É a inocência originária que ainda não conheceu as malícias da vida adulta.
A Divina Criança nos introduzirá na dança celeste e no festim que a Família Divina do Pai, do Filho e do Espírito Santo prepara para todos os seus filhos e as suas filhas, não excluídos aqueles que, um dia, foram desgarrados.
Estava refletindo sobre esta realidade bem-aventurada quando um anjo, daqueles que cantaram aos pastores nos campos de Belém, se aproximou espiritualmente e me entregou um cartãozinho de Natal. De quem seria? Comecei a ler. Nele se dizia:
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"Queridos irmãozinhos e irmãzinhas,
Se vocês ao olharem o presépio e ao verem lá o Menino Jesus no meio de Maria e de José, e junto do boi e do jumento, se encherem de fé de que Deus se fez criança, como qualquer um de vocês;
Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas a presença inefável do Menino Jesus que uma vez nascido em Belém, nunca nos deixou sozinhos neste mundo;
Se vocês forem capazes de fazer renascer a criança escondida nos seus pais, nos seus tios e tias e nas outras pessoas que vocês conhecem para que surja nelas o amor, a ternura, o cuidado com todo mundo, também com a natureza;
Se vocês, ao olharem para o presépio, descobrirem Jesus pobremente vestido, quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente mal vestidas e se sofrerem no fundo do coração por esta situação e se puderem dividir o que vocês têm de sobra e desejarem já agora mudar este estado de coisas;
Se vocês, ao verem a vaquinha, o burrinho, as ovelhas, os cabritos, os cães, os camelos e o elefante no presépio e pensarem que o universo inteiro é também iluminado pela Divina Criança e que todos eles fazem parte da grande Casa de Deus;
Se vocês olharem para o Alto e virem a estrela com sua cauda luminosa e recordarem que sempre há uma estrela como a de Belém sobre vocês, acompanho-os, iluminando-os, mostrando-lhes os melhores caminhos;
Se vocês se lembrarem que os Reis Magos, vindos de terras distantes, eram, na verdade, sábios e que ainda hoje representam os cientistas e os mestres que conseguem ver nesta Criança o sentido secreto da vida e do universo;
Se vocês pensaram que esse Menino é simultaneamente, homem e Deus e por ser homem é seu irmão e por ser Deus existe uma porção Deus em vocês e por causa disso, se encherem de alegria e de legítimo orgulho;
Se pensarem tudo isso então fiquem sabendo que Eu estou nascendo de novo e renovando o Natal entre vocês. Estarei sempre perto, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia em que chegaremos todos, humanidade e universo, na Casa de Deus que é Pai e Mãe de infinita bondade, para morarmos sempre juntos e sermos eternamente felizes
".
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 "Belém, 25 de Dezembro do ano 01"
Assinado: 
Menino Jesus
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Autoria: Leonardo Boff.
Créditos: Blog Irmão Sol, Irmã Lua
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Os Próximos 50 anos: Uma Reunião na Espiritualidade Superior. - Espírito Bezerra de Menezes. - Canal: Divaldo Pereira Franco.


Os Próximos 50 anos
Uma Reunião na 
Espiritualidade Superior.
Espírito Bezerra de Menezes.
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Canal: Divaldo Pereira Franco.
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Irmãos amigos, devotados obreiros da seara de Jesus! Abraçando-os em nome dos trabalhadores do lado de cá, rogamos ao Mestre Amigo bênçãos de paz para todos.
Os novos tempos em transcurso no plano físico anunciam uma era de transformações necessárias à implementação do processo evolutivo do ser humano. Os dois planos da vida se irmanam e laços de solidariedade se estreitam, tendo em vista os acontecimentos previstos. Em atendimento aos compromissos firmados por orientadores do Planeta, almas abnegadas se desdobram em atividades, definindo responsabilidades e tarefas a serem desenvolvidas em épocas específicas.
Não longe, porém, nas regiões purgatoriais de sofrimento que assinalam o perfil dos seus habitantes, no mundo espiritual, almas se agitam, movimentam-se, produzindo ruídos e clamores na expectativa de se beneficiarem, de alguma forma, com a programação que o Alto determina.
Desassossegados, temem as mudanças que já lhes foram anunciadas e, por não saberem ainda administrar emoções e desejos, dirigem-se às praças públicas e aos templos religiosos de diferentes interpretações para debaterem e opinarem: ora aceitam os ventos das mudanças, ora se rebelam, posicionando-se contra elas.
Nesse processo, influenciam os encarnados que lhes acatam as opiniões vacilantes e, ao mesmo tempo, são por eles influenciados.
O certo é que a Humanidade chegou a um ponto de sua caminhada evolutiva que não mais se lhe permite retrocesso de qualquer natureza. Para os próximos cinqüenta anos já se delineia um planejamento destinado a ser cumprido por uma coletividade de Espíritos que irão conviver com grandes e penosos desafios.
Trata-se de uma população heterogênea constituída de almas esclarecidas e de outras em processo de reajuste espiritual. As primeiras revelam-se iluminadas pelo trabalho desenvolvido na fieira dos séculos, quando adquiriram recursos superiores de inteligência e de moralidade.
Retornam à reencarnação para exercer influência positiva sobre as mentes que se encontram em processo de reparação, necessitadas de iluminação espiritual.
A atual Humanidade será pouco a pouco mesclada por esses dois grupos de Espíritos reencarnantes.
Inicialmente, na sua terça parte, abrangendo todo o Planeta, depois, dois e três terços. O trânsito entre os dois planos estará significativamente acelerado. Um trânsito de mão dupla, acrescentamos, pois coletividades de encarnados também retornarão à Pátria verdadeira.
Anunciam-se, então, o processo renovador de consciências por meio de provações, algumas acerbas. Uma operação de decantação que visa selecionar os futuros habitantes do Planeta, aqueles que deverão viver os alvores da Era da Regeneração.
A massa humana de sofredores, de Espíritos empedernidos, repetentes de anteriores experiências, retornará à gleba terrestre em cerca de cinqüenta anos, mas os guardiões da Terra estarão a postos, ao lado de cada encarnado ou desencarnado convocando-os á transformação para o bem.
É a Era do espírito, anunciada a clarinadas na manhã do dia de ontem, 18 de abril de 2010, no momento em que o Sol lançava os seus primeiros raios à Terra. Em região muito próxima ao plano físico, habitantes do Além quase que se fundiram com a humanidade encarnada para, em reunião de Luz e vibração amorosa, ouvir o mensageiro de Jesus que lhes traçou as diretrizes de uma Nova Ordem Planetária, que ora começa a se estabelecer.
Ismael falou emocionado para os representantes de todas as nacionalidades, logo após a manifestação clamorosa dos seus patronos e guias. Revelou planos de Jesus relacionados à Cristianização dos homens. Ao final da abençoada assembléia, Espíritos valorosos deram-se as mãos, envolvendo o Planeta em suas elevadas vibrações, transformadas em pérolas que caíam do alto sobre os seus habitantes, atingindo-lhes a fronte na forma de serafina luminosidade.
Estejam, pois, atentos para os acontecimentos, meus filhos. Reflitam a respeito do trabalho que se delineia e, do posto de serviço onde se encontrem, sejam, todos e cada um, foco de Luz, ponto de apoio.
Ouçam as vozes do Céu, pois estão marcados pela Luz dos Guardiões planetários. Façam a parte que lhes cabem. Sejam bons, honestos, laboriosos, fraternos.
Os dias futuros de lutas e dores assemelham-se aos “ais” apocalípticos. Surgirão aqui, acolá e mais além, implorando pela união, compaixão e misericórdia, individual e coletiva.
Assim, irmãos e amigos, não cometam o equívoco de olhar para trás, mas coloquem as mãos na charrua do Evangelho e sigam adiante.
Não repitam a experiência da mulher de Ló, o patriarca Hebreu que, possuidora de fé frágil, olhou para trás em busca dos prazeres perdidos, transformando-se em estátua de sal, desiludida pela aridez das falsas ilusões.
Façam brilhar a própria Luz, meus filhos! Este é o clamor do Evangelho, hoje e sempre!...
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Bezerra. 
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Brasília, 19 de abril de 2010.
Reunião mediúnica no Centro Espírita Internacional.
Comunicação psicografada por Divaldo Pereira Franco, de autoria espiritual de Bezerra de Menezes.
Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/psicografia.pdf

10 dezembro, 2012

A mais expressiva manifestação do Amor é a Fé. - Chico Xavier - Canal: Wagner Paixão


A mais expressiva manifestação 
do Amor é a Fé.
Chico Xavier
Canal: Wagner Paixão
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Meus queridos irmãos e distintas irmãs de nosso ideal com Jesus; supliquemos juntos ao Senhor as dádivas do entendimento e da paz, da fé e do amor fraternal ante a infinita misericórdia que nosso Pai, manifesta entre nós em luzes e bondade inexcedível.
Temos a considerar por gratidão e reconhecimento a amizade sincera que nos devemos uns aos outros, o esforço pela adoção da mensagem de Amor do Evangelho e o trabalho que nos enobrece os dias, a vida interior, sempre louvando a Deus.
Vemos as manifestações dos generosos corações que em nós, pequenino candidato à Luz Cristã, enxergam o que compete e esplende em Jesus, nosso Senhor. É a nossa gratidão profunda, pelo cunho de bondade e ternura, verdadeiro estímulo ao nosso coração ainda imperfeito, a nos propor o prosseguimento da grande luta pela renovação de nós próprios à Luz do Evangelho. Não utilizamos aqui, nessas notas de reconhecimento e gratidão o efeito convencional do pensamento humano, divorciado do amor a Deus; não! Salientamos a verdade que se estampa na vida que passamos entre sacrifícios e lágrimas, fé e serviço a descobrir em sublime usufruto: todos os nossos desentendimentos na Terra são ainda nódoas de nossas tendências inferiores, quais sombras transitórias entre claridades inapagáveis do Amor Divino.
Na Jornada Espírita Cristã os desafios sempre correm por conta de nossas imperfeições. Digo-lhes isso com a sinceridade depreendida das experiências que nos assinalaram os anos de abençoado aprendizado e labor entre o mundo físico e o espiritual. O Chico que todos vocês identificam com a inalterável bondade de suas almas tão queridas, não é mais que a projeção dos potenciais que brotam, belos e imorredouros de seu sentimento já convertido à Nosso Senhor Jesus Cristo. O nosso encargo no Espiritismo alcança níveis de responsabilidade muito altas, porque todas as aberturas da sociedade humana à sublime revelação que nos chegou com Allan Kardec nos requisitam o esquecimento de tudo aquilo que em nós se assemelha a impedimento, a adulteração dos excelsos propósitos Evangélicos, então redivivos pelos ensinos dos espíritos.
A mais expressiva manifestação do Amor é a Fé, que nos corrige os vícios, que nos soergue nos dramas e provações de toda ordem, que nos aponta o Senhor no cume do monte, que se alteia cada vez mais pelo mecanismo da evolução e do progresso. A ventura dos que efetivamente compreendem a Doutrina dos Espíritos está em servir, porque servindo sem exigências, sem elitismo, sem a sombra dolorosa das vaidades e do orgulho, exercitamos o Dom do Amor. Não há outro meio, meus irmãos, de ver e sentir Deus por dentro do próprio ser.
O Cisco que lhes fala neste instante, ainda e por muito tempo necessita das preces amorosas e amigas de todos vocês. Uma encarnação iluminada pela Doutrina e buscando a própria educação nas disciplinas libertadoras é um passo expressivo, mas não a santidade, consoante muitos pensam. Respeito a todos é o princípio elementar da subida, não reconhecemos autoridade em quem não ama, excluído dos propósitos divinos. Mas quando o silêncio nos freia os impulsos primários e a paciência nos versa sobre a sabedoria de Deus, o verdadeiro entendimento do que o Espiritismo nos revela nos torna melhores e nos capacita à secundar os bons espíritos nesta escalada que segue para o infinito da criação, revelando-nos Deus.
Amemo-nos uns aos outros, meus irmãos, sem competições, sem vaidades, sem presunção, sem desprezo ao que nos ensinou Jesus, em sua missão redentora, de nossos velhos e perigosos hábitos humanos. Sobre o nosso Brasil paira a bênção da mais grave responsabilidade: a da vivência do Evangelho puro e simples, em que a fé e a caridade dando-se as mãos, ilustre, para todos os nossos irmãos em sofrimento e negação, a presença de Deus.
Nós agradecemos com a alma e o coração, empenhados no compromisso de servir e amar, porque a mais alta distinção de um filho de Deus Altíssimo é fazer Sua vontade Augusta em todos os lances e ocorrências do caminho. Suplico ao nosso anjo maternal, nossa Mãe Santíssima, que a todos abençoe em nome D ’Ele, o Senhor e Mestre, nosso Governador planetário, que nossos benfeitores de sempre, a serviço de Ismael no Brasil, e em favor de todo o Mundo nos inspirem, hoje e em todos os dias que virão, a compaixão e a amizade; a confiança e a abnegação.
Obrigado meus amigos tão queridos, a homenagem dos corações que seguem para Jesus, como todas as nascentes fornecem a água que repousará nos oceanos. Sirvamos sem desalento e sem exigências, porque o Amor é o nosso prêmio supremo, falando de Deus ao nosso ser. Do menor servidor e amigo de todos,
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Chico Xavier
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Psicografia de Chico Xavier, recebida pelo médium Wagner Paixão durante o encerramento do 3º Congresso Espírita Brasileiro em Brasília (18/04/10).
Fonte: Blog Palavras de Luz
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