24 julho, 2012

Laços Afetivos - Autoria: Célio Faria da Silva


Laços Afetivos

Autoria: Célio Faria da Silva
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Se o amor é fantasia, eu me encontro 
ultimamente, em pleno carnaval.” 
Vinícius de Moraes
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A sensação é, no mínimo, estranha quando nos deparamos com aquela pessoa que parece possuir algo que nos puxa em sua direção. Em todo processo afetivo que se instala, encontramos o rastro vibratório com uma força magnética ou atrativa que fica quase que impossível não ocorrer a aproximação. É aquela sensação levemente adocicada pela curiosidade perante o alvo atraente. Movimentamos-nos em sua direção sem nos dar conta de que estamos sendo neste momento conduzidos pela força sublime do primeiro nível do AMOR, que é uma atração momentaneamente vibracional. Ou seja, nossa energia entra em contato estabelecendo a necessária conexão entre os polos dicotômicos que mais tarde fomentam interesses mais profundos e vão se entrelaçando de forma harmônica quando a vibração é recíproca.
O QUE NÃO SE DEVE é confundir com qualquer desejo meramente físico, muitos acreditando que se encontram apaixonados estabelecem relações conflituosas exatamente, por possuírem a síndrome da “SEDE DO MAR”, onde as relações são descartáveis e mudam de parceiros com tanta frequência que criam hábitos nocivos e preferem viver sozinhos e evitam “conviver” por não gostarem de criar vínculos com as vítimas da vez. Pessoas que ignoram o
AFETO e optam somente pelo APEGO trazem em si uma necessidade sexual desequilibrada ao ponto de se vender prazerosamente, a luxúria desgovernante.
As pessoas que criam necessidades de apego trazem certas características marcantes que geralmente, terminam em desconfiança e sentimento de posse, e culminando em ciúme obsessivo. Não ficam satisfeitas com o bom relacionamento do parceiro
(a) no meio social, pois, se sentem ameaçados pela própria consciência que acusa o péssimo comportamento pessoal perante o outro(a).
Já as pessoas que se buscam através do afeto, o meio de convivência tende a ser mais realizadoras, pois a energia vibratória que envolve os corpos é padronizada em sequência feliz da liberdade de expressão da própria personalidade. Um fica contente com as realizações e conquistas do outro
(a). Tornando-se responsáveis pelo combustível do ânimo e dando força e credibilidade ao amado(a).
Quando observamos que nestes dias de trevas sentimentais apresentados pela mídia, onde “um casal famoso” se divorcia, o mercado especializado em “Fofocas” passa a ventilar as notícias particulares da vida dessas pessoas públicas. É que percebemos o que Abraham Lincoln asseverou: “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.”
Nota-se que sendo essas pessoas formadoras de opiniões, muitos admiradores que levam a vida no anonimato tentam imitar seus ÍDOLOS de forma negativa e passam a sofrer do egocentrismo perturbador. E esse poder de figura pública geralmente, sobe pela cabeça de certos famosos, é obvio que tem suas exceções. Por isso, é necessário estabelecer o paradoxo real entre afeto e apego.
Os laços afetivos são eternizados na calçada da boa conduta, onde os passos são ritmados pela dança do bem-estar. Já os nós do apego não conseguem caminhar pelo simples fato de saírem para lado algum, pois estão presos em si mesmos.
A união de corpos é corriqueira, mas a união de sentimentos é uma raridade. Precisamos mudar este conceito de relações descartáveis, pois este comportamento faz inúmeras vítimas ao redor do mundo, levando as pessoas à depressão, e para a noite de tormentas, criando uma geração dependentes de pessoas e até ansiolíticos para viver.
O afetivo é compreensivo, o apegado é compulsivo.
O afetivo AMA, o apegado destrói.
O afetivo limita suas ações para não prejudicar o outro, o apegado prejudica o outro com suas ações.
Você é resultado daquilo que cultiva no bojo de seus sentimentos, observe-se. Se você anda exigindo demasiadamente do outro, aquilo que você mesmo não faz, você está correndo um grande risco, pois isso é característica comportamental do APEGO.
Os laços afetivos são frutos saborosos da árvore da convivência que nutre as almas. Os nós do apego são consequências desajustadas do egoísmo e do orgulho.
Antes que o Sol se ponha, observe o que você tem feito de suas relações,  LAÇOS OU NÓS?
Mas, não se preocupe se você constatar que sua vida é um nó... Entretanto, ocupe-se em reparar o quanto antes.
Tem dificuldade de trabalhar suas emoções sozinho
(a)
OK! Não se desespere, há cursos e seminários em sua cidade que podem lhe ajudar, basta você procurar organizações de eventos para participar ou solicitar de acordo com o que você necessita.
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Célio Faria
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Célio Faria da Silva é orador, escritor e trabalhador espírita da Sociedade Guarapari de Estudos Espíritas. Psicoterapeuta Holístico, Escritor, Coach, Palestrante Motivacional e pesquisador do comportamento humano. Blog: www.terapeutacelio.blogspot.com
Créditos:  Rede Amigo Espírita
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