24 julho, 2012

Mais que um Lápis de Luz entre dois mundos - Autoria: Marcus Alberto De Mário


 Mais que um Lápis de Luz 
entre dois mundos
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Autoria: Marcus Alberto de Mário
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O século XX conheceu um homem extraordinário, não apenas dotado de faculdades mediúnicas exuberantes, mas repleto de virtudes, entre elas, em destaque, a humildade. Recebeu centenas de homenagens, e quando nelas comparecia por força das circunstâncias sociais, apresentava-se de forma simples e discursava fazendo questão de dizer que tudo era devido aos espíritos. Seus livros psicografados venderam milhões de exemplares, e tudo doou a instituições beneficentes. Davam-lhe presentes, agrados pelas benesses recebidas, e ele de imediato distribuía aos mais necessitados. Psicografava páginas e mais páginas, e admitia faltar-lhe compreensão para muitas coisas que os amigos espirituais transmitiam por seu intermédio, afinal ele só tinha o curso primário e, portanto, não podia ser o autor de prosas e versos nos mais variados estilos e com tanta diversidade de conteúdo. Esse homem é Chico Xavier.
Não temos, ainda, ideia da envergadura moral desse homem. Tudo o que até hoje foi escrito sobre ele é pouco, pois diante de nós estava um missionário que tudo soube enfrentar com resignação e fé inquebrantável, protagonizando cenas de puro lirismo, e também dos mais comoventes apelos às fibras íntimas da alma. Quem não se quedava, mudo, aos seus conselhos paternais? Quem não o reverenciava, em silêncio, pelos seus exemplos? Quem não o procurava, lágrimas nos olhos, para receber notícias dos entes queridos do outro lado da vida? Quem não olhava para ele, maravilhado, diante das respostas esclarecedoras que dava às mais diversas questões? Mas, tudo, tudo mesmo, ele agradecia aos espíritos que o auxiliavam, referindo-se a eles em todos os instantes, por isso foi chamado pelo seu amigo José Herculano Pires de ser inter-existente.
E é essa ação entre dois Planos de vida que nos chama a atenção. Conta minha mãe que nos idos de 1970, lá estava Chico Xavier numa daquelas noites de autógrafo que varavam a madrugada, na sede da Casa Transitória, na cidade de São Paulo, e ela era a responsável por colocar à frente da fila, pessoas com deficiência, os que se encontravam na velhice do corpo e com criança de colo. E como, com antecedência, os companheiros da Casa Espírita que frequentávamos souberam dessa sua tarefa, pediram que aproveitasse a ocasião para entregar ao valoroso médium uma carta. E a missiva estava em seu bolso, as horas passavam, o trabalho não dava descanso, e a carta ficou esquecida. Não para o Chico. Já madrugada, aproveitou que minha mãe encostara na mesa levando mais uma pessoa, e segurou-lhe as mãos, indagando: “Então, minha irmã, quando você vai me entregar?” Como ela já havia esquecido da incumbência, olhou admirada para o Chico, e respondeu: “Mas eu não tenho nada para lhe entregar ou pedir”.
Chico sorriu e deixou o tempo passar. E novamente, voltou a pegar-lhe nas mãos e fazer a mesma indagação, quando então minha mãe lembrou da carta e entregou-a. Simpático e sorridente apesar de tantas horas transcorridas de atendimento a centenas de pessoas, Chico informou: “Finalmente, minha irmã. Eu estava esperando, pois Emmanuel já havia me avisado que você tinha esquecido”.
Esse é um episódio simples, mas que nos mostra um médium equilibrado, sintonizado e preocupado em fazer o melhor. A carta não podia ficar perdida, continha um pedido e era imprescindível atender. E como bom instrumento, fiel e disciplinado trabalhador da seara de Jesus, lá estava ele atento às indicações de seu Mentor espiritual.
Sabemos, pelos estudos propiciados pelo Espiritismo, que nunca estamos, na existência terrena, ligados por acaso às pessoas, estejam elas encarnadas ou não. Somos construtores de nossa história evolutiva e também da história social da humanidade, e as ligações entre Chico Xavier e Emmanuel remontam a tempos idos, épocas remotas da história humana, como tantas vezes revelou o próprio médium, e tão bem está descrito nos romances épicos iniciados por Há Dois Mil Anos, quando encontramos os mesmos personagens revestidos de outra personalidade nos meandros do Império Romano, já conquistadas as terras Palestinas onde semeava o Mestre dos mestres, Jesus. É bela a história dos nossos entrelaçamentos afetivos, conquistando para toda a eternidade amizades verdadeiras.
Então, eles são convocados por Jesus, Governador Planetário, para mais uma missão, desta vez um como benfeitor espiritual, outro como médium do lápis de Luz. Luz dos corações, das letras, das almas. Com disciplina, humildade, amor ao próximo, resignação, fé e muito estudo da Doutrina Espírita, Chico Xavier cumpriu com fidelidade sua missão.
Legítimo e inquestionável representante do Espiritismo, deixou-se conduzir por Emmanuel para produzir mais de 420 livros psicografados, observando sempre os postulados básicos consagrados por Allan Kardec e os Espíritos Superiores. Aliás, seu mentor espiritual lhe solicitou reiteradas vezes usar a razão e, na dúvida, ficasse com a Codificação Espírita. E Chico Xavier sempre atuou observando essa instrução.
Da lavra mediúnica do nosso querido e inesquecível Chico Xavier, temos livros sobre importantíssimos estudos doutrinários; livros que explicam os conteúdos da obra Kardequiana; livros para ensinar os corações infantis; livros poéticos que sensibilizam leigos e estudiosos; livros que trazem de volta os que partiram pelas portas da morte; livros reveladores de fatos históricos; livros que resgatam os ensinos dos Evangelhos; livros que exaltam a vida e Deus como Pai; livros que consolam; livros que vivificam Jesus Cristo. Livros e mais livros, de todos os estilos. Conteúdos assinados por milhares de espíritos. Assinaturas comprovadas por pesquisa técnica como idênticas aos documentos de identidade deixados pelos falecidos.
E não apenas psicografou livros. Quantas milhares de mensagens de cunho particular ao longo de mais de setenta anos de mediunidade? Impossível saber. E as psicofonias nas reuniões mediúnicas? E os tratamentos espirituais prodigalizados? E os fenômenos de materialização? E as vidências inumeráveis desde a infância? E os ouvidos, através da audiência, emprestados aos espíritos? E os passes reconfortantes? Tudo isso, e muito mais, através da mediunidade entregue ao serviço do bem, ao mesmo tempo que, como qualquer ser humano, providenciava o pão de cada dia no trabalho profissional honesto, e cuidava da numerosa família de irmãos sob sua dependência.
Impressiona ver a filmagem aérea realizada em Uberaba num Sábado, pela manhã, mostrando milhares de pessoas serpenteando pelas ruas, em busca de Chico Xavier para receber dele um pão, um agasalho, uma moeda, uma palavra de consolo. Por isso, foi chamado por Augusto César Vanucci (diretor de TV) de homem-amor, exemplo de caridade em ação. E encerrava as atividades debaixo de uma árvore em estudos memoráveis do Evangelho.
Chico Xavier, é bem verdade, será pelos tempos afora lembrado como médium psicógrafo, o lápis de Luz cintilando palavras no papel, o que é verdadeiro e incomparável com qualquer outro personagem já existente na história da humanidade. Mas também deverá ser lembrado como exemplo de missionário que marcou nossas vidas com a Luz imperecível do amor.
Ele partiu, cumprida a tarefa, como todos nós, em chegado o tempo, partiremos. Temos certeza que, por amor, apesar de todos os méritos, continua juntinho de nós, pois enquanto houver sofrimento na Terra, ele não se cansará de estar presente para estancar as lágrimas, sustentar os corações e lembrar-nos que a vida continua, e que a misericórdia divina socorre a todos.
Chico Xavier é de todos os tempos.
Chico Xavier é de todos nós.
Chico Xavier é exemplo de bom médium.
Chico Xavier é o amigo que guardamos no coração.
Chico Xavier é o seareiro de Jesus que ilumina nossos passos.
Por tudo isso, tocados pelas sublimes mensagens da Boa Nova revisitadas pelo Espiritismo através das revelações mediúnicas, e recordando nossa juventude, quando nos deparamos com os livros espíritas psicografados por ele, dizemos, do fundo do coração:

Chico Xavier é para sempre.
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Marcus Alberto de Mário
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O Autor é Educador, Escritor e Consultor Educacional e Empresarial. Colabora no Centro Espírita Humildade e Amor, da cidade do Rio de Janeiro. É programador e apresentador na Rádio Rio de Janeiro, a emissora da fraternidade. Tem cinco livros publicados. Contato: marcusdemario@gmail.com
Créditos:  Rede Amigo Espírita
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Laços Afetivos - Autoria: Célio Faria da Silva


Laços Afetivos

Autoria: Célio Faria da Silva
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Se o amor é fantasia, eu me encontro 
ultimamente, em pleno carnaval.” 
Vinícius de Moraes
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A sensação é, no mínimo, estranha quando nos deparamos com aquela pessoa que parece possuir algo que nos puxa em sua direção. Em todo processo afetivo que se instala, encontramos o rastro vibratório com uma força magnética ou atrativa que fica quase que impossível não ocorrer a aproximação. É aquela sensação levemente adocicada pela curiosidade perante o alvo atraente. Movimentamos-nos em sua direção sem nos dar conta de que estamos sendo neste momento conduzidos pela força sublime do primeiro nível do AMOR, que é uma atração momentaneamente vibracional. Ou seja, nossa energia entra em contato estabelecendo a necessária conexão entre os polos dicotômicos que mais tarde fomentam interesses mais profundos e vão se entrelaçando de forma harmônica quando a vibração é recíproca.
O QUE NÃO SE DEVE é confundir com qualquer desejo meramente físico, muitos acreditando que se encontram apaixonados estabelecem relações conflituosas exatamente, por possuírem a síndrome da “SEDE DO MAR”, onde as relações são descartáveis e mudam de parceiros com tanta frequência que criam hábitos nocivos e preferem viver sozinhos e evitam “conviver” por não gostarem de criar vínculos com as vítimas da vez. Pessoas que ignoram o
AFETO e optam somente pelo APEGO trazem em si uma necessidade sexual desequilibrada ao ponto de se vender prazerosamente, a luxúria desgovernante.
As pessoas que criam necessidades de apego trazem certas características marcantes que geralmente, terminam em desconfiança e sentimento de posse, e culminando em ciúme obsessivo. Não ficam satisfeitas com o bom relacionamento do parceiro
(a) no meio social, pois, se sentem ameaçados pela própria consciência que acusa o péssimo comportamento pessoal perante o outro(a).
Já as pessoas que se buscam através do afeto, o meio de convivência tende a ser mais realizadoras, pois a energia vibratória que envolve os corpos é padronizada em sequência feliz da liberdade de expressão da própria personalidade. Um fica contente com as realizações e conquistas do outro
(a). Tornando-se responsáveis pelo combustível do ânimo e dando força e credibilidade ao amado(a).
Quando observamos que nestes dias de trevas sentimentais apresentados pela mídia, onde “um casal famoso” se divorcia, o mercado especializado em “Fofocas” passa a ventilar as notícias particulares da vida dessas pessoas públicas. É que percebemos o que Abraham Lincoln asseverou: “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.”
Nota-se que sendo essas pessoas formadoras de opiniões, muitos admiradores que levam a vida no anonimato tentam imitar seus ÍDOLOS de forma negativa e passam a sofrer do egocentrismo perturbador. E esse poder de figura pública geralmente, sobe pela cabeça de certos famosos, é obvio que tem suas exceções. Por isso, é necessário estabelecer o paradoxo real entre afeto e apego.
Os laços afetivos são eternizados na calçada da boa conduta, onde os passos são ritmados pela dança do bem-estar. Já os nós do apego não conseguem caminhar pelo simples fato de saírem para lado algum, pois estão presos em si mesmos.
A união de corpos é corriqueira, mas a união de sentimentos é uma raridade. Precisamos mudar este conceito de relações descartáveis, pois este comportamento faz inúmeras vítimas ao redor do mundo, levando as pessoas à depressão, e para a noite de tormentas, criando uma geração dependentes de pessoas e até ansiolíticos para viver.
O afetivo é compreensivo, o apegado é compulsivo.
O afetivo AMA, o apegado destrói.
O afetivo limita suas ações para não prejudicar o outro, o apegado prejudica o outro com suas ações.
Você é resultado daquilo que cultiva no bojo de seus sentimentos, observe-se. Se você anda exigindo demasiadamente do outro, aquilo que você mesmo não faz, você está correndo um grande risco, pois isso é característica comportamental do APEGO.
Os laços afetivos são frutos saborosos da árvore da convivência que nutre as almas. Os nós do apego são consequências desajustadas do egoísmo e do orgulho.
Antes que o Sol se ponha, observe o que você tem feito de suas relações,  LAÇOS OU NÓS?
Mas, não se preocupe se você constatar que sua vida é um nó... Entretanto, ocupe-se em reparar o quanto antes.
Tem dificuldade de trabalhar suas emoções sozinho
(a)
OK! Não se desespere, há cursos e seminários em sua cidade que podem lhe ajudar, basta você procurar organizações de eventos para participar ou solicitar de acordo com o que você necessita.
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Célio Faria
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Célio Faria da Silva é orador, escritor e trabalhador espírita da Sociedade Guarapari de Estudos Espíritas. Psicoterapeuta Holístico, Escritor, Coach, Palestrante Motivacional e pesquisador do comportamento humano. Blog: www.terapeutacelio.blogspot.com
Créditos:  Rede Amigo Espírita
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15 julho, 2012

Não facilite o trabalho dos obsessores! - Autoria: Bruno J. Gimenes


Não facilite o trabalho dos obsessores!
Autoria: Bruno J. Gimenes
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CONCEPÇÕES BÁSICAS
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OBSESSOR:
Aquele que exerce influência negativa sobre uma ou mais pessoas ou entidades, alternando, diminuindo ou desorganizando sua energia ou vibração. Os obsessores podem ser encarnados ou desencarnados.
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OBSESSÃO:
Processo pelo qual um obsessor exerce sua ação obsessiva sobre uma ou mais pessoas ou entidades, alternando, diminuindo ou desorganizando sua energia ou vibração.
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DO QUE SE ALIMENTA UM OBSESSOR?
Alimentam-se basicamente de energias produzidas por sensações, ou mais especificamente, emoções. São emoções viciantes, ou seja, produzem dependência, necessidade, vontade que querer mais, cada vez mais.
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COMO NASCE UM OBSESSOR?
De carências, ilusões, medos, fascínios e vaidades. São originados pela ignorância e pelo ego negativo. No momento em que alguém considerar que para ser feliz, para sentir-se bem, para conquistar paz e saciedade, precisa buscar no outro, ou em meios externos esta sensação, então, os processos obsessivos surgiram.
Esses ocorrentes erros humanos dão origem a comportamentos viciados, os quais necessitam se autoalimentar, para que continuem a produzir as sensações desejadas, porque emoções viciam!
A emoção e uma forma de energia produzida pelo ego, portanto precisa ser dominada pelo Eu superior, caso contrário, ela domina o seu criador.
A consequência deste processo é que:
- Quando um vício emocional surge, as obsessões começam.
- Quando os medos surgem, as obsessões começam.
- Quando o desejo de controlar o outro surge, as obsessões começam.
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POR QUE ALIMENTAMOS AS OBSESSÕES?
- Porque não combatemos os nossos hábitos nocivos.
- Porque somos manipulados por nossas emoções.
- Porque não lutamos para controlá-las e desistimos fácil, então nos entregamos a para senti-las profundamente, nas situações mais simples da vida.
- Porque duvidamos da nossa força e do nosso Eu superior.
- Porque nos consideramos mais ou menos do que os outros, e esquecemos que somos todos filhos do mesmo Pai, portanto irmãos em essência.
- Porque nos separamos da Fonte Maior, nos consideramos separados do Todo e assim nos iludimos criando o egoísmo.
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Tudo, efetivamente tudo na vida cotidiana na Terra é uma constante batalha por energia. Como não aprendemos a conquistar essa energia por meio da conexão com Deus, então acabamos buscando esse suprimento de forma equivocada, mergulhando nas emoções.
E assim nos tornamos apegados e dependentes!
Dependentes de precisarmos sentir a sensação de sermos: mais belos, mais poderosos, mais ricos, mais magros, mais fortes, mais importantes, mais encantadores. Ou os possuidores dos melhores carros, das melhores roupas, melhores aparelhos eletrônicos, para que assim possamos nos sentir amados e com isso nos aceitar mais.
Dependemos de um estilo de vida estruturado de acordo com os padrões aprovados pela sociedade. Dependemos do emprego de "sucesso", sem refletirmos o que é verdadeiramente sucesso.
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- Somos dependentes! Não somos livres!
- Somos apegados! Não estamos no caminho mais fácil!
- Somos obsediados! Alimentamos a obsessão com nossos equívocos!
- Não aprendemos a dominar as emoções viscerais... Somos obsediados!
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Não domamos as emoções densas... Ficamos doentes! Ficamos sem fome... Comemos demais... Ficamos apáticos... Ficamos hiperativos... Dormimos demais... Temos insônia... Trabalhamos demais... Ficamos intolerantes, irritados... Tornamos-nos negligentes e impotentes para mudar o mundo...
E assim, criamos mais:
- Ansiedade.
- Angústia.
- Orgulho.
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O orgulho faz o umbral crescer! No físico e no extrafísico.
Os nossos erros alimentam o umbral... O nosso orgulho piora o mundo...
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QUAL EMOÇÃO LHE DOMINA?
Descubra já! Equilibre-se e cure-se! Desta forma você encontrará a verdadeira felicidade e liberdade. Sentimentos da alma, construídos de dentro para fora.
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Autoria: Bruno J. Gimenes  (14/07/2012)
Email: sintonia@luzdaserra.com.br
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=31241
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